Estações da alma
Desde que me proibi de te machucar venho me machucando. Mas enquanto eu puder escolher entre a nossa, fico com a minha. Te juro. Me viro, me entorpeço, me escondo, me maltrato…mas é a minha dor. E sendo coisa que me envolve somente, já é de acostumar, do Outono ao Inverno. Pois se nem minhas meias querem permanecer para aquecer meus pés, não há moço nesse mundo que permaneça e aqueça meu coração.
Entre solidão e companhias desvairadas fico com as duas. Sozinha e cercada de estrumes. Sigo em frente e veja só, sem sentir vontade.
Num dia meio assim, acordei na melancolia e atentei ao piano triste. Vento frio e pouco acalanto…um filme dramático, uma insônia trágica. O desamor eterno e o ódio breve.
Vi um passarinho preso e corri pra libertá-lo. Foi quando me dei conta que um aprisionado não liberta outro. Apenas lamentei pela criaturinha..chorei baixinho, porque se alto fosse, livre eu seria.
Você me perguntaria porque me deixo abater com tudo..eu não te responderia não. Tua sensibilidade pra andar comigo, tem de ser como a minha. E estamos conversados.
Desde que me proibi de te tocar venho me arranhando. Mas eu juro..juro que não olho pra trás…



Perguntaram à uma jovem que fumava em uma esquina: “-Moça, por que fazes isso consigo? Acaso não sabes o mal que lhe faz?”
Não é de se colocar em dúvida a questão de que a maioria da população brasileira está insatisfeita com o atual sistema. Os pobres são maioria e se esses estão contentes com o modelo, podemos começar a projetar já novos manicômios porque não caberão todos os loucos em internação.
Todos nós temos (ou deveríamos ter) metas e objetivos em nossa vida. 